
ES-ALES: A atuação do fenômeno El Niño em 2026 e 2027, prevista por centros meteorológicos de vários países e confirmada nesta quinta-feira (11) pelo Centro de Previsão Climática norte-americano NOAA, acende o alerta para eventos climáticos extremos.
A mudança do clima pode ocasionar desastres e situações evitáveis. A regra vale para todos e o estado do Espírito Santo não tem para onde correr. É preciso que o poder público e a sociedade adotem o tripé prevenção, adaptação e mitigação de danos.
Nesse sentido, uma medida recente tomada pelo Estado capixaba é a contratação de R$ 1,4 bilhão em crédito para obras de drenagem urbana e contenção de encostas. Ações para avançar a resiliência do território e a adaptação às mudanças climáticas, além de reduzirem os riscos associados a desastres naturais.
Para o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), são medidas que reduzem danos e deixam moradores de áreas sensíveis mais seguros:
“Esse investimento tem um efeito direto: reduzir risco onde ele já é conhecido. Na prática, viabiliza obras de drenagem e contenção de encostas em áreas que convivem com alagamentos e deslizamentos. São intervenções que evitam perdas recorrentes e dão mais previsibilidade e segurança para quem mora nessas regiões”, explica. “É um passo para sair do ciclo de dano e reconstrução e agir antes, com base no que o estado já aprendeu”, complementa.
Segundo informações do BNDES, serão feitas obras para redução de alagamentos e deslizamentos com destaque para a demanda da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV). Também são previstas intervenções em 217 quilômetros de rodovias estaduais, na RMGV e em municípios do interior, como Pancas e Divino de São Lourenço. O banco ressalta a importância de integrar resiliência climática e infraestrutura como forma de “salvar vidas, reduzir prejuízos e impulsionar o desenvolvimento econômico”.
Em outubro de 2025 a Assembleia já tinha autorizado o Poder Executivo a um empréstimo de R$ 350 milhões para obras de contenção dos processos erosivos que atingem áreas costeiras do ES.
Também segundo o BNDES, as intervenções em recuperação de rios urbanos e proteção da faixa costeira passam por obras de drenagem, contenção de erosões, alargamento de faixas de areia e dragagem. O projeto utilizará recursos do Fundo Clima.
Responsabilidade
O Espírito Santo é apontado pelo banco de fomento como o estado brasileiro que mais tem projetos atrelados ao Fundo Clima. O deputado Marcelo Santos avalia que quando o assunto é mudança climática, a postura capixaba de se antecipar não é uma escolha, mas uma responsabilidade.
“O papel do Legislativo entra justamente aí: trabalhamos para dar base legal, tirar travas e garantir segurança para que esses projetos saiam do papel no tempo certo, que, nesse caso, é antes do problema acontecer. Mais do que quantidade, essas ações mostram uma mudança de postura. O Espírito Santo está aprendendo com o que já viveu e, principalmente, se preparando para não passar pelas mesmas situações de novo. Isso é o que sustenta um estado mais resiliente de verdade”, defende.













































